quinta-feira, 4 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu nem sinto muito

Sinto tanto se algum Dia foi perdido
Sinto por isso, sinto por aquilo
Por não ser da 'brincadeira' todo momento.
Daquele jeito suficientemente sem preocupação,
sem interesse.
Sinto muito pelas feridas que eu reabro,
pelas edições de imagem;
aquelas que estou sempre fazendo
refazendo.
Aquelas que não precisam ser retocadas.
Sinto muito pelos 'sinto muito' .

No final eu agradeço por ser esse tudo que não sou
E é por isso que eu nem sinto muito.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A parte disso é que eu prefiro suco de Cajá.


Em meio tantos alfinetes, retalhos, zíper e fio solto tem uma pessoa que, antes de começar tudo, ja destruiu, espatifou, caiu da cadeira e se enroscou em 2 rolos de linha enquanto o telefone tocava e não sabia se atendia, levantava do chão ou simplesmente desenroscava de tudo que prendia. O telefone continuou tocando, ao tentar levantar caiu de novo e foi preciso estilete pra desvendar o resto.

Que eu sou um desastre ecológico, todo mundo sabe, todo mundo vê. Mas pra quem diz que minha costura é 'gracinha' não vê o que acontece por trás de tanto retalho e fio solto.
Pq é que alguém que sabe fazer costura francesa, italiana, saia godê/lápis/tulipa, calça daquelas que a sua mãe, nos anos 70/80, usava com uma blusa (maior que a do seu pai) pra dentro da calça com as mangas dobradas, se embrulha toda pra costurar um zíper infeliz que escolheu ser maio que o tecido?
Tentar convencer uma gordinha ficar 1 semana sem comer chocolate é mais fácil do que deixar uma simples bolsinha que precisa ficar reta, a não pender de um lado pro outro com uma costura zig-zag que esqueceu de trocar na hora de fazer a parte da manta acrílica.
Sabe quanto custa uma bolsinha que eu demorei 3h pra fazer e, ainda assim, ficou torta e com o zíper maior que o previsto? 5 mangos.
A parte disso é que eu prefiro suco de Cajá.

É um teste de paciência. Digo os desastres, não costurar. A costura, se praticar, tudo se resolve. Quero ver alguém dar um jeito nos destrambelhos. Tem muita história nesse drama.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Onde está?




Quando é necessário ser chefia, desaparece. Dou alô ao chacrinha e ainda mando um abraço.
Na hora do "abraço, seu chacrinha!" tem inspeção;
'não existe, para de besteira!"

É tudo inverso, aveso do reverso. Muito verso, pouca explicação.




terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Para todos os efeitos, eu estou ocupada tomando um sol.




To bem ocupada num sol... Grande verão, esse. O mundo está caindo e girando, to aprendendo a me levantar. Debaixo desse sol, que nem existe, mas está aí. Hoje não estou pra Michael, Bad Romance que me desculpe mas isso não é previsão de nada.
o Sol desmaia, se for um desenho fico num talvez de giz e canson. O perfeccionismo não funciona nessas horas de poucos traços. Canto pra quem ouve sem chorar. Nem tem ausência ou despedida.
Onde tem desventura, cada verso... um bando de nuvens passam entre o vento.
Aquele desfiado, aquele pedaço de altura desmontado. O salto perto do maçiço, veio destruído. transformado, já foi planta, já viveu. O maçiço, aquele árvore-balcão. Estava sem reação sem chão, mas sei que tem. Acho q não tem, por isso o salto quebrado.

É que hoje eu acordeio meio maysa, cala a boca, me passa o copo e sai daqui, merda.

"Se alguém interessa saber, sou bem feliz assim." Maysa Monjardim