Em meio tantos alfinetes, retalhos, zíper e fio solto tem uma pessoa que, antes de começar tudo, ja destruiu, espatifou, caiu da cadeira e se enroscou em 2 rolos de linha enquanto o telefone tocava e não sabia se atendia, levantava do chão ou simplesmente desenroscava de tudo que prendia. O telefone continuou tocando, ao tentar levantar caiu de novo e foi preciso estilete pra desvendar o resto.
Que eu sou um desastre ecológico, todo mundo sabe, todo mundo vê. Mas pra quem diz que minha costura é 'gracinha' não vê o que acontece por trás de tanto retalho e fio solto.
Pq é que alguém que sabe fazer costura francesa, italiana, saia godê/lápis/tulipa, calça daquelas que a sua mãe, nos anos 70/80, usava com uma blusa (maior que a do seu pai) pra dentro da calça com as mangas dobradas, se embrulha toda pra costurar um zíper infeliz que escolheu ser maio que o tecido?
Tentar convencer uma gordinha ficar 1 semana sem comer chocolate é mais fácil do que deixar uma simples bolsinha que precisa ficar reta, a não pender de um lado pro outro com uma costura zig-zag que esqueceu de trocar na hora de fazer a parte da manta acrílica.
Sabe quanto custa uma bolsinha que eu demorei 3h pra fazer e, ainda assim, ficou torta e com o zíper maior que o previsto? 5 mangos.
A parte disso é que eu prefiro suco de Cajá.
É um teste de paciência. Digo os desastres, não costurar. A costura, se praticar, tudo se resolve. Quero ver alguém dar um jeito nos destrambelhos. Tem muita história nesse drama.

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